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OS POBRES ESTÃO PROIBIDOS

Uma opinião muito bem expressa (como sempre) de João César das Neves:

“O mundo moderno orgulha-se da sensibilidade social e preocupação com os necessitados. O Governo faz gala nisso. O nosso tempo acaba de conseguir uma grande vitória na vida dos pobres. Não acabou com a miséria. Limitou-se a proibi-la. É que, sabem, a pobreza viola os direitos do consumidor e as regras higiénicas da produção.

A nova polícia encarregada de vigiar a interdição da indigência é a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ASAE. Segundo as regras por que se rege, grande parte dos pequenos negócios, empresas modestas e produtos tradicionais, bem como as vendas, bens e esmolas de que vivem as pessoas carenciadas ficam banidas. É pena, mas não há lugar para pobres na sociedade asséptica que pretendemos.

É evidente que as exigências impostas nos regulamentos e fiscalizadas nas inspecções impossibilitam a sobrevivência das empresas menores. Obras necessárias, aparelhos impostos, dimensões requeridas são inacessíveis, excepto às multinacionais, grandes cadeias e empresas ricas, que a lei favorece. Os pequenos ficam rejeitados. Pode dizer-se que a actuação da ASAE constitui o maior ataque aos pobres desde o fim da escravatura.

Alguns argumentam que não é esse o espírito da lei nem o sentido da acção da Autoridade. Mas as notícias recentes desmentem essa interpretação favorável. O número de velhas tradições alimentares agredidas é tal que deixou de ser novidade. A 14 de Janeiro passado, a ASAE visitou o Centro de Dia de Póvoa da Atalaia, Fundão. Aí impôs obras caras, destruiu a marmelada que tinha sido oferecida pelos vizinhos e levou frangos e pastéis dados como esmola (Lusa, 06.03.2008). O jejum a que a Autoridade condenou aqueles pobres velhos foi feito em defesa da sua higiene alimentar. Parece que ter fome não é contra os regulamentos do consumidor.

Para juntar insulto ao agravo, recentemente a Autoridade lançou a sua “maior operação de sempre” com prisões e apreensões para “celebrar o dia do consumidor” (Lusa, 14.03.2008). Como os selvagens, a ASAE celebra contando escalpes. Entretanto os verdadeiros criminosos continuam a operar e a criar problemas sanitários e ambientais. O mais trágico nesta tolice monstruosa é que, enquanto anda a perder tempo a perseguir os pobres, a ASAE descura a sua verdadeira missão, que é mesmo muito importante.

Será que alguém pode ser tão estúpido, insensível e maldoso? Esta hipótese nunca deve ser descartada, sobretudo nos tempos que correm. Mas a explicação é capaz de ser outra. Só um iluminado pode fazer erros tão crassos. O que realmente se passa é que a ASAE não se considera uma polícia nem se vê a perseguir malfeitores. A sua missão suprema é educar o povo para a segurança alimentar. A finalidade é mudar o mundo. O seu objecto são, não os criminosos, mas toda a população. O que temos aqui é um conjunto de fanáticos com meios para impor às gentes ignaras o que julga ser o seu verdadeiro bem. Desta atitude saíram as maiores catástrofes da história.

Mas a culpa última não é da ASAE. Ela é responsável pela arrogância, tolice e insensibilidade com que aplica a lei. Mas a origem está nas autoridades portuguesas e europeias que criaram um tal emaranhado de ordens, regras e regulamentos que impedem a vida comum. A incongruência e irresponsabilidade da legislação, nas mãos de fanáticos, criam inevitáveis desgraças. A lei anula-se a si mesma. Ao promover o consumidor esquece o produtor, ao favorecer o investimento ignora o ambiente, ao cuidar do mercado desequilibra a saúde. Quem queira cumprir à risca o estipulado não sobrevive. Nem sequer quem o impõe: “Sede da ASAE [no Porto] não cumpre regras impostas pela ASAE” (JN, 17 de Fevereiro).

Numa sociedade democrática, a responsabilidade última está nos eleitores. Os séculos futuros vão rir de um tempo tão ingénuo que quis leis e regulamentos para todo e qualquer aspecto da vida. Esta obsessão legalista, mecanicista, materialista, se nos traz ganhos importantes, acaba por asfixiar a realidade. Como sempre, os pobres são os primeiros a sofrer.”

Retirado de: http://dn.sapo.pt/2008/03/31/opiniao/os_pobres_estao_proibidos.html

Apple Financial Services

Já alguém reparou no final de um cesto de compras na loja portuguesa da Apple numa opção “Saiba como adquirir este produto por…”?

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Parece tentador… Seguindo o link do “Saiba” vamos ter aqui. Interessante, temos três opções à escolha, conforme a nossa postura face às necessidades tecnológicas da empresa. Até aqui tudo bem. Podemos mesmo avançar com a comprar e escolher o AFS como método de pagamento. No entanto seria normal querer saber mais informações sobre o crédito concedido…

Liguei para a linha de apoio da Apple, fui bem atendido, no entanto a resposta foi: “Queremos apresentar as nossas desculpas, mas o AFS não se encontra disponível para Portugal. Já foi detectado o problema no nosso site e estamos a resolver o mesmo”.

Está visto que para além dos erros de escrita no site português temos também problemas de serviços que existem, mas que não estão disponíveis para Portugal. Vamos lá Apple, activem o AFS para Portugal.

Preços dos combustíveis

Retirado do Jornal de Negócios. Vale a pena ler para percebermos a extensão do roubo nos preços dos combustíveis:

“Os preços dos combustíveis antes de impostos em Portugal agravaram-se face aos praticados na UE-15. Em Dezembro de 2007, Portugal apresentava o quinto preço mais elevado para a gasolina sem chumbo no “ranking” da UE a 15 e o terceiro mais elevado para o gasóleo.

“Em Dezembro de 2007, Portugal verificou uma degradação da sua posição relativa no ‘ranking’ dos preços mais baixos antes de impostos dos combustíveis na UE a 15″, refere a Autoridade da Concorrência na “newsletter” de Acompanhamento dos Mercados dos Combustíveis relativa ao quarto trimestre do ano passado.

Em 2007, os preços médios de venda ao público (PMVP) antes de impostos dos combustíveis apresentaram uma tendência crescente, iniciada no início de Fevereiro. A subida dos preços do gasóleo foi mais acentuada que a verificada na gasolina sem chumbo 95.

O gasóleo sofreu um aumento de 13,9 cêntimos por litro, tendo começado o ano com um PMVP antes de impostos de 47,8 cêntimos por litro e terminado com o preço de 61,7 cêntimos por litro. O preço da gasolina aumentou 10,2 cêntimos por litro, de 43,6 cêntimos por litro, na primeira semana de Janeiro, para 53,8 cêntimos por litro na última semana de Dezembro, de acordo com os dados da Concorrência.

Também os PMVP com impostos registaram uma tendência ascendente, em 2007. O preço de venda ao público do gasóleo aumentou 18,3 cêntimos por litro, de 1,005 euros por litro na primeira semana de Janeiro para 1,188 euros por litro na última semana do ano.

O PMVP da gasolina sem chumbo 95 subiu 13,9 cêntimos, de 1,217 euros por litro, para 1,356 euros por litro.

Comparando com a UE-15, o PMVP com impostos da gasolina em Portugal situava-se acima da média enquanto o do gasóleo ficou abaixo da média.

O PMVP da gasolina sem chumbo praticado em Portugal era, a 17 de Dezembro, o quarto mais elevado da UE a 15 e ficava 2,3% acima da média.

Já o preço do gasóleo, situava-se 1,6% abaixo da média da UE mas, ainda assim, era o quinto mais elevado entre os 15 estados-membros.

Líquidos de impostos, os PMVP da gasolina e do gasóleo ficaram os dois acima da média da UE-15. Em Portugal a gasolina sem chumbo 95 custava 0,545 euros por litro e era a quinta mais cara da Europa (na UE-15 o preço médio ficava nos 0,524 euros por litro).

O gasóleo, em Portugal custava 0,628 euros por litro, líquido de impostos, sendo o terceiro mais caro (0,601euros por litro em média na UE-15)

Preços mais baixos nos postos de combustíveis junto a àreas comerciais

No final de Dezembro de 2007, os preços médios mais baixos da gasolina sem chumbo 95 e do gasóleo registaram-se em postos de combustíveis junto a áreas comerciais, nomeadamente supermercados e hipermercados.

Nesses postos, os preços médios atingiram os 1,322 euros por litro e 1,143 euros por litro para a gasolina sem chumbo 95 e para o gasóleo, respectivamente.

Os preços médios registados nos hipermercados foram 2,9% mais baixos do que os preços médios praticados nas auto-estradas para a gasolina sem chumbo 95 e 3,3% mais baixos do que os preços médios do gasóleo em postos de auto-estrada.

Durante 2007, os preços médios registados nos hipermercados foram entre 2% e 4% mais baixos do que os preços médios praticados nas auto-estradas para a gasolina sem chumbo 95 e entre 3% e 5% mais baixos do que os preços médios do gasóleo em postos de auto-estrada.

“O crescimento dos postos de combustíveis de supermercados e hipermercados será um elemento disciplinador fundamental da concorrência de preços dos combustíveis ao nível retalhista”, considera a Autoridade da Concorrência.

Em termos regionais, na última semana de Dezembro de 2007, o preço médio da gasolina sem chumbo 95 não apresentou diferenças relevantes entre regiões. A diferença máxima registada foi de 0,4 cêntimos por litro.

O Algarve registou o preço médio mais elevado, 1,361 euros por litro, enquanto o resto das regiões registou um preço médio de 1,358 euros por litro, à excepção da região Centro que registou o preço médio mais baixo (1,357 euros por litro). “

Restaurante “A Tasca” em Sagres

Fica o aviso para quem vá a Sagres: não vão comer ao Restautante “A Tasca” junto ao porto da Baleeira, ou pelo menos não comam amêijoas!!! Vejam esta conta para perceberem a razão:

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Sim, é verdade, 27,00 € por um “pratinho” de amêijoas!!! Um verdadeiro roubo. Ficam avisados….

1º Postal

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Chucha para o lixo!

M. FGF – Pai, vou por a chucha no lixo!

Eu – Vais? Boa! Mas se calhar é melhor ser para reciclar, o que é que te parece?

M. FGF – Sim, parece-me bem. Vou por para reciclar.

M. FGF – Mãe! Mãe! Vou por a chucha para reciclar!

Depois desta conversa:

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Pergunta pertinente…

Hoje li este post e achei que devia partilhar:

“Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia grosso modo a 77 Euros e hoje ele custa 100 dólares o que equivale sensivelmente a 70 Euros, como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?”