1 ano…

img_5868.JPGFez este sábado um ano que recebemos mais um presente para a nossa família… o João. Recapitulando o que se passou em Abril de 2006 para memória futura: dia 17 (segunda-feira) fomos à Estefânia fazer mais um CTG e mais um toque e o veredicto da médica foi “O colo do útero está muito alto, isto não vai acontecer nada nos tempos mais próximos. Acho que podemos marcar uma cesariana para dia 1 de Maio”, e assim fomos descansados para casa pensando que ainda íamos ter de esperar mais 2 semanas para ver a cara do nosso segundo bebé. Os dias foram passando tranquilos até às 23h de dia 20 (quinta-feira), quando nos levantámos do sofá para irmos dormir eu senti qualquer coisa estranha e disse ao Nuno “Acho que rebentaram as águas”, como devem imaginar não estávamos nada mentalizados para qualquer sinal de parto depois da conversa da médica… mas lá confirmámos que realmente o João estava com vontade de nos conhecer e começámos os preparativos, ligar aos avós, arranjar alguém para vir tomar conta do Miguel que dormia a sono solto, vestir qualquer coisa, pegar nos sacos e rumar para a maternidade. Quando lá chegámos não havia nenhum médico disponível, estavam todos no refeitório, depois de uma pequena espera lá me fizeram o toque e constataram que apesar do colo do útero continuar alto as águas tinham mesmo rebentado e que já não havia nada a fazer a não ser esperar pelo desenrolar dos acontecimentos. E foi isso que fizemos entre a meia-noite e as 9h30m do dia 21… esperámos e desesperámos. Depois do filme que tinha sido o nascimento do Miguel, tentámos alertar as médicas para a GRANDE probabilidade de que tudo tivesse de acabar em cesariana como tinha acontecido 2 anos antes, mas a resposta que davam era sempre a mesma “Vamos ver como evolui, vá fazendo força nas contracções, a dilatação está a ir bem e o bebé não está em sofrimento”, só que como devem calcular ao fim daquelas horas todas na sala de partos e sem dormir desde a noite de quarta-feira o nosso humor já não era o melhor. A epidural voltou a não pegar e eu voltei a ter as dores todas e a certa altura lá nos dizem que temos mesmo de ir para a cesariana porque confirma-se a “incompatibilidade feto-pélvica” que já tinha sido a causa da cesariana do Miguel (grande novidade!!!), podiam era ter percebido isso umas horas antes!!! Agora experimentem estar com as mãos e os pés presos a uma mesa do bloco operatório e a ter contracções para expulsão… daquelas bem fortes e compridas…. enquanto esperam pela anestesia geral, é uma experiência muito interessante. Da cesariana em si não me lembro de mais nada, depois lembro-me de acordar no recobro e de estar completamente histérica a dizer que ainda tinha contracções e que me tinham de dar qualquer coisa para as dores… o nosso cérebro é engraçado. Depois lá me mostraram o meu bebé lindo e fomos os dois para o quarto com o pai. E um ano depois as memórias mais dolorosas já não o são tanto e só nos lembramos das partes boas de ter o nosso João. Muitos parabéns ao nosso fofo!!!

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