O reflexo de uma época

Um texto muito bem conseguido por Luís Mateus no maisfutebol que retrata a época de miséria do Sporting:

“Quatro vitórias consecutivas e, depois, 5-3 numa noite mágica frente ao Benfica. O Sporting parecia embalado para o segundo lugar e ninguém esperava que Leiria fosse novo precipício. Uma nova descida ao inferno de quatro golos sofridos perante o último classificado, quase condenado, União de Leiria.

Os leões sofreram a sétima derrota fora de casa e têm tantos pontos longe do seu habitat como a Naval. Nesse campeonato à parte são apenas oitavos. Uma vitória em Leiria significaria ter a vantagem de dependerem apenas de si na luta pelo segundo lugar, depois de tanto tempo a fazerem contas também aos outros. Fracassar num jogo tão importante, com tão pouco espaço para errar, é o espelho do Sporting 2007/08. Um Sporting demasiado irregular, incapaz de resolver os seus equívocos longe de Alvalade, incapaz de se transcender em muitos dos momentos-chave da época.

Mais uma vez, a equipa de Paulo Bento deu uma parte inteira de avanço e agora a palestra não foi milagrosa como aquela que terá salvo a meia-final da Taça com o Benfica, de acordo com a imprensa do dia seguinte. E também a entrada de Derlei não foi tão feliz. Com fome de bola, o brasileiro canalizou o excesso de energia para uma discussão com o árbitro, que lhe valeu o vermelho e prejudicou a equipa.

Se no seu campo, mais cedo ou mais tarde, o coração e a vontade têm chegado ao Sporting para resolver grande parte dos problemas, a falta de ideias do seu jogo provoca-lhe muitos dissabores fora de casa. Incapaz de ter o domínio total de uma partida, o leão deixa-se apanhar no erro. Incapaz de vencer os adversários pelo cansaço, como acontece em casa, é vencido pelo cansaço de não alcançar o seu objectivo fora dela. Nem se pode falar em falta de motivação. Tantos jogos depois, Paulo Bento ainda não encontrou a causa para tal diferença de comportamento.”

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